
Hans Hosse
Paulistano, nascido
no ano de 1950, é publicitário, artista plástico, fotógrafo, designer gráfico e
digital; porém prefere autodenominar-se um imagemaker, um “fazedor de
imagens”. Dentro desta perspectiva, pesquisa, desde 2002, o meio digital como
outra possibilidade de expressão artística. Sua primeira participação em Salões
de Arte se deu, contudo, no ano de 1976, e de lá para cá amealhou vários
prêmios. Suas obras estão em diversas cidades do mundo.
Desde 2004, o
artista pesquisa, incessantemente, um modo de trazer suas imagens digitais do
mundo binário ao mundo analógico e real. Esta busca culminou na descoberta da
impressão em grandes formatos e nos substratos corretos para que, enfim, suas
obras pudessem ser expostas, admiradas e se tornassem colecionáveis.
A partir de 2011,
passou a se dedicar principalmente ao estudo da arte digital, racional, com
pensamento matemático, deixando de lado o lápis, as tintas, as telas e papéis.
Para compor estas novas obras, busca a repetição estruturada das formas
geométricas e/ou orgânicas, transformando-as em ricas texturas, em novas
composições, que invariavelmente passam por uma gama de filtros oferecidos
pelos diversos programas de edição de imagem, subvertendo totalmente a obra
inicial composta por linhas distribuídas racionalmente e generosamente no mundo
binário. Suas obras caminham sem pressa entre retratos, cenas urbanas e
abstratas. Invariavelmente, mesmo em suas pinturas em tinta acrílica, se
utiliza da técnica digital como estudo anterior à obra pintada, do mesmo modo
que James Faure Walker e Margreth Eicher.
São obras, como
enfatiza Bruno Munari, em sua obra “Design e Comunicação Visual”: “O estudo das
formas conduz a formas ou corpos mais complexos que resultam da acumulação de
duas ou mais formas iguais, segundo a sua identidade, translação, rotação,
reflexão especular, dilatação e encolhimento”.